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Finanças

Quanto custa um síndico profissional e o que está incluso

Os fatores que definem o preço de um síndico profissional, os modelos de cobrança e o que conferir na proposta antes de levar à assembleia.

Por Roberto Vitorino, síndico profissional4 min de leitura

Quem pesquisa síndico profissional quer saber o preço logo na primeira linha. A resposta honesta depende do condomínio, e este artigo mostra do que ela depende. Com isso você consegue comparar propostas sem cair na armadilha de escolher só pelo menor valor.

O que faz o preço subir ou descer

Cinco fatores pesam na conta de qualquer empresa séria.

Número de unidades. Mais apartamentos significam mais boletos, mais cobranças, mais atendimentos e assembleias maiores. É o fator que mais influencia o valor.

Estrutura física. Um prédio de uma torre sem área de lazer exige menos visitas e menos contratos do que um condomínio-clube com piscina, academia, quadras e três torres. Cada equipamento a mais é um contrato de manutenção a acompanhar.

Funcionários próprios. Com porteiros, zeladores e faxineiros contratados direto pelo condomínio, a gestão cuida de escalas, férias, folha e riscos trabalhistas. Com equipe terceirizada, o trabalho muda de natureza: passa a ser fiscalizar o contrato da empresa.

Situação atual. Condomínio com inadimplência alta, laudos vencidos ou contas desorganizadas exige um esforço maior nos primeiros meses. Algumas empresas cobram uma taxa de implantação por isso; outras diluem no valor mensal.

Escopo contratado. Síndico profissional sozinho é uma coisa. Síndico com gestão financeira, departamento pessoal e acompanhamento de manutenção é outra. Compare sempre o mesmo pacote.

Os modelos de cobrança mais comuns

Você vai encontrar três formatos no mercado.

  1. Valor fixo mensal. Um valor único, reajustado uma vez por ano por um índice definido em contrato. É o mais simples de prever no orçamento.
  2. Valor por unidade. Um valor multiplicado pelo número de apartamentos ou salas. Facilita a comparação entre condomínios de tamanhos diferentes.
  3. Percentual da arrecadação. Uma porcentagem sobre o que o condomínio arrecada. Esse modelo pede atenção: quando a taxa condominial sobe, o valor da gestão sobe junto, sem que o trabalho tenha mudado.

Seja qual for o modelo, a proposta precisa dizer qual índice corrige o valor e em que mês.

O que costuma estar incluso

Em uma gestão completa, o valor mensal cobre o trabalho do síndico e da equipe que executa a rotina. Na prática:

  • Representação legal do condomínio e presença periódica no prédio.
  • Emissão de boletos, cobrança de inadimplentes e pagamento de contas.
  • Relatório mensal e prestação de contas à assembleia.
  • Plano de manutenção preventiva e controle de laudos.
  • Gestão de funcionários e de empresas terceirizadas.
  • Convocação, condução e ata das assembleias.
  • Cotação e contratação de fornecedores.

O que costuma ser cobrado à parte

Fica fora do valor mensal tudo o que é serviço de terceiro contratado para o condomínio:

  • Obras e reparos, pagos direto ao fornecedor escolhido.
  • Laudos técnicos e projetos de engenharia.
  • Honorários de advogado em cobrança judicial.
  • Taxas bancárias e de cartório.

Desconfie de proposta que não separa essas duas listas. Custo escondido aparece depois, em forma de "taxa extra".

Síndico profissional encarece o condomínio?

Em muitos casos o custo da gestão volta em economia. Três exemplos comuns:

  • Contratos recorrentes renegociados. Manutenção de elevador, portaria terceirizada e seguros costumam passar anos sem revisão.
  • Menos consertos de emergência. Manutenção preventiva custa menos do que trocar uma bomba queimada num domingo.
  • Inadimplência sob controle. Uma régua de cobrança bem feita recupera dinheiro que estava parado.

A conta só fecha se alguém medir. Por isso vale pedir na proposta um diagnóstico inicial com os pontos de economia identificados.

E a isenção do síndico morador?

Muitos condomínios isentam o síndico morador da taxa condominial. Essa isenção também é custo: os outros condôminos pagam a parte dele. Ao comparar com um síndico profissional, some o valor da isenção ao lado do valor da proposta.

A isenção também pode ter reflexos previdenciários para o condomínio, porque a Receita Federal costuma tratá-la como remuneração. Converse com a contabilidade do condomínio antes de decidir.

Como comparar propostas

Monte uma planilha simples com uma linha por empresa e estas colunas:

  • Valor mensal e modelo de cobrança.
  • Índice e mês de reajuste.
  • O que está incluso e o que é à parte.
  • Frequência de visitas do síndico.
  • Prazo de entrega do relatório mensal.
  • Conta bancária em nome do condomínio ou conta pool.
  • Multa e aviso prévio para encerrar o contrato.

Com essas colunas preenchidas, a assembleia compara serviço com serviço. A diferença de preço entre duas propostas quase sempre se explica em uma dessas linhas.

O que perguntar antes de assinar

  • Quem será o síndico, pessoalmente, e quantos condomínios ele atende?
  • Como é o atendimento fora do horário comercial?
  • Posso ver um relatório mensal de exemplo?
  • Vocês recebem comissão de fornecedores?

A última pergunta é a mais importante. Gestão remunerada por fornecedor tem motivo para escolher o fornecedor errado.

Se quiser, veja como funciona a nossa proposta ou conheça o que o condomínio recebe todo mês.

As informações sobre legislação são gerais e não substituem a orientação de um advogado para o caso do seu condomínio.

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